Peugeot - A Fenix, o renascer
- Ricardo Soares
- 10 de fev. de 2022
- 3 min de leitura

Boas caros amigos. Hoje quero falar-vos de uma marca, de origem francesa, emblemática e que todos nós bem conhecemos nas nossas estradas e sendo muito querida dos portugueses, até porque tem uma forte ligação, embora indireta, a Portugal. Falo-vos da Peugeot. Quando digo uma forte ligação a Portugal, falo da partilha dos motores com o grupo PSA, implementada em portugal, mais propriamente, em Mangualde.
Todos nós já tivemos, em determinada altura, o sonho de ter um Peugeot. Seja pelo carismático 205 Rallye dos anos 80, ou pelo fascinante 405 Mi16. Dois carros que sem dúvida nos faziam sonhar e sorrir, por vezes de inveja, quando nos cruzavamos com um na rua.
Os tempos mudaram, evoluíram e a Peugeot soube acompanhar os tempo, umas vezes melhor, outras vezes menos bem, mas actualmente estou seguro em dizer que é das marcas automovel mais vincada que existe no mercado. Por tudo. Houve tempos em que a Peugeot simplesmente acompanhou o mercado, foi-se arrastando ao ritmo da evolução, usou estratégias menos nobres, como acrescentar um sinal “+” à sigla 206 e chamá-lo de carro novo de modo a escoar o excedente do 206 “normal”, aquando do lançamento do 207. Conseguiu e foi crescendo.
Hoje em dia, caros amigos, vejo uma peugeot diferente. Uma peugeot líder, firme e que dita tendências. Na maioria das marcas, vemos interiores com uma parafernália de botões e atalhos e comandos de voz, uma verdadeira confusão. Já entraram num Peugeot da actualidade? Simples, minimalista, com uma beleza invulgar, mas extremamente prático e funcional. Exteriormente, o que dizer? Passem por um 508 actual na rua e digam-me vocês o que acham… Na minha opinião FENOMENAL. Sente-se carisma, beleza, leveza,no entanto agressividade, qualidade e potência. Sente-se o conhecimento adquirido ao longo dos anos pela Peugeot, transformado-o num produto que atiça os sentimentos. Sente-se paixão.
Não bastava sentir isso ao ver um 508, como passamos a sentir isso mesmo ao ver o novo 208. Sim, a Peugeot não se trata do caso que faz um best-seller e se deita à sombra das vendas. Esta nova Peugeot lança o 508, que nos acorda, para passado uns meses lançar o novo 208 que nos deixa KO. Seguindo as linhas exteriores do 508 e o mesmo interior limpo lançado no 308 há poucos anos (com alguns melhoramentos claro), o 208 desperta os mesmos sentimentos, num pacote mais jovial e com um público mais jovem como alvo. De jovem já tenho pouco e admito que me sinto sedento do lançamento do 208 GTI, estando certo que será uma autêntica obra de arte. Então se a Peugeot se lembrar de lançar uma versão, já há muito desejada, com a chancela Rallye, então será mesmo Checkmate aos pequenos Hatchbacks com veia desportiva. Toda a linha deste novo modelo reclama por isso e estou certo que o público mais jovem e menos jovem (como eu) também. Qual será o próximo passo da Peugeot? A meu ver a renovação do 308, que com certeza que será mais uma obra prima.
Depois de ver e principalmente sentir esta evolução na peugeot arrisco a perguntar: Será a Peugeot a próxima marca premium? Dotada para isso está, mas será que o quer ser? Eis a questão. Na minha opinião não, não quer ser. Penso mesmo que a Peugeot está a criar um patamar intermédio entre os premium e os generalistas. Algo que até agora não existia. Está a desbravar terreno virgem, a criar um novo mundo automóvel. O nascer de algo tão diferente como um eclipse
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